Escola Nacional de Formadores inicia atividades

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Com o objetivo de promover a qualificação para o ministério de formadores dos Seminários e institutos de formação da Igreja no Brasil, foi apresentada a Escola Nacional de Formadores “Jesus Bom Pastor”, uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (Osib). “Ela nasce de um desejo manifestado pelo episcopado brasileiro na Assembleia Geral da CNBB de 2015 e foi aprovada na reunião do Conselho Permanente de outubro do corrente ano”, explica o arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão, dom Jaime Spengler.

A Escola proporcionará aos formadores dos seminários e institutos de formação atualização nos conteúdos teológicos, metodológicos e pastorais, por meio de ambiente no qual seja possível cultivar a espiritualidade e a fraternidade sacerdotais. A capacitação para o acompanhamento, o discernimento e a formação presbiteral seguirão as orientações das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil.

O curso será oferecido em quatro unidades. Na Faculdade Católica de Fortaleza (CE), na Faculdade Dehoniana, em Taubaté (SP), no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), em Belo Horizonte (MG) e na Escola de Vida Sacerdotal Paulo VI, em Londrina (PR).

“A CNBB, por meio da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, acompanhará o desenvolvimento das atividades da Escola. Cremos que, funcionando nestas quatro unidades situadas em distintas regiões do país, favorecerão a participação de formadores das várias Igrejas Particulares, além de diminuir custos”, explica dom Jaime.

Iniciativa

A proposta surgiu durante encontro entre os bispos da Comissão e representantes da Osib, em agosto de 2014. Em março deste ano, o projeto foi aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB. O tema voltou a ser tratado na 53ª Assembleia Geral da entidade e na reunião do Conselho Permanente de outubro.

De acordo com a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados, a Escola Nacional de Formadores “insere-se no grande programa de formação permanente dos presbíteros já desenhado pela Exortação Apostólica Pós-Sinodal Pastores Dabo Vobis e pelas Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”, o documento 93 da CNBB.

“Seu objetivo é ser um espaço facilitador da qualificação de presbíteros para a missão da formação de novos presbíteros para a Igreja, abrangendo as diversas dimensões necessárias para o exercício desse ministério nos dias atuais”, consta na apresentação.

Público-alvo

O curso da Escola Nacional de Formadores  destina-se a presbíteros indicados pelo bispo, que já exerçam ou exercerão a missão de formadores. A metodologia de trabalho contemplará, de acordo com a proposta da Comissão da CNBB, estudo, convivência, pesquisa, oração, troca de experiências, retiros, espiritualidade e análise de casos complexos.

Matriz curricular

Haverá um currículo mínimo exigido pela CNBB. A matriz curricular é organizada a partir de três eixos do programa formativo: o Antropológico, que abordará as dimensões humano-afetiva e comunitária; Teológico e de Espiritualidade, que tratará da dimensão espiritual; e Pedagógico-Pastoral, relacionado à dimensão Pastoral-Missionária.

O curso será oferecido em módulos presenciais, realizados nos períodos de férias ou recesso de janeiro e julho, e de ensino à distância para a pesquisa e estudo de alguns temas. O objetivo da metodologia é criar “um fórum de formação continuada, prolongando e preparando os trabalhos propostos e realizados no tempo de convivência”.

Fonte: CNBB

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