O construtor da Igreja do Rosário

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O Frei Martinho Jansweid, frade alemão que chegou à Paraíba no ano de 1911, é o fundador da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em João Pessoa, bairro de Jaguaribe, que foi concluída na década de 1940. O franciscano também construiu outras quatro igrejas no Estado. A biografia do religioso franciscano está registrada no livro “Frei Martinho – Uma Herança Viva da Fé Cristã”, publicada em 2005 pela direção do Convento do Rosário, no registro dos 75 anos de sua morte. Frei Martinho foi responsável pela construção de cinco grandes igrejas na Paraíba e 17 fraternidades franciscanas na Paraíba e no Ceará, da Ordem Franciscana Secular, antigamente chamada Ordem Terceira.

O religioso nasceu em Colônia, cidade da Alemanha, no dia 5 de dezembro de 1876, portanto há 139 anos. Ele ingressou na Ordem dos Frades Franciscanos Menores em 13 de maio de 1894. Sua disposição e entusiasmo para a catequese contribuíram para que os superiores o transferisse para o Norte do Brasil com apenas dois meses de noviciado. O franciscano estudou Filosofia e Teologia no Convento de Salvador (Bahia). Alcançou a ordenação sacerdotal em 22 de dezembro de 1900, através do Arcebispo Primaz D. Jerônimo Tomé da Silva.

No ano de 1911 Frei Martinho foi transferido para a Paraíba, onde dedicou-se ao Colégio Seráfico Santo Antônio, rebatizado como escola Apostólica, que funcionava num anexo da Igreja de São Pedro Gonçalves, em João Pessoa. São incontáveis o número de retiros e missões pregados no interior, por este frade incansável, que percorria os longínquos rincões da Paraíba e do Ceará montado a cavalo ou mesmo a pé.

Somente na Diocese de Cajazeiras, Frei Martinho fundou as fraternidades de Souza, Pombal, Cajazeiras, Itaporanga, São João do Rio do Peixe, Malta e Catolé do Rocha. As fraternidades de Malta e Pombal não existem mais.

Em Itaporanga, Frei Martinho, que tinha aversão a publicidades e rixas, respeitou o ponto de vista do pároco local, que não permitiu colocar, em altar especial, uma imagem de São Francisco, antes da imagem de Jesus. Frei Martinho elaborou a planta e dirigiu a construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Mas deixou a obra na altura dos altares. Ao sentir-se doente e prenunciar a própria morte, retirou-se para João Pessoa.

Frei Martinho, uma herança viva da fé cristã

Frei Martinho é autor da construção de cinco grandes igrejas na Paraíba, no período de 1911 a 1930: Nossa Senhora do Rosário, em Jaguaribe, João Pessoa; Nossa Senhora da Conceição, na cidade de São Mamede; Nossa Senhora da Conceição, em Itaporanga; Nossa Senhora da Conceição, em Taperoá; e Nossa Senhora da Conceição, no município de Barra de Santa Rosa.

O  missionário foi homenageado no Curimataú paraibano, onde existe o município Frei Martinho, distante 288,2 km da capital e hoje com cerca de 3 mil habitantes.

Em 26 de julho de 1930, o arcebispo D. Adauto de Miranda Henriques concedeu-lhe a bênção e dele se despediu. Frei Martinho pediu a extrema-unção e o Santo Viático. Perdeu os sentidos no dia seguinte. Faleceu no dia 28, aos 54 anos de idade. Seu corpo se encontra na Cripta da Igreja do Rosário, em Jaguaribe, onde é visitado por centenas de fiéis, todos os anos. Faleceu no mesmo ano da morte do então presidente da Paraíba, João Pessoa.

No ano de 2005 o Convento do Rosário publicou a coletânea Frei Martinho – Uma Herança Viva da Fé Cristã, por ocasião dos 75 anos da morte do franciscano que evangelizou na Paraíba por cerca de 19 anos (1911-1930). A publicação teve apresentação dos Freis Anastácio Ribeiro, Hermano Heyens e Vito Hoffmann. O livro contém depoimentos e testemunhos sobre a vida de Frei Martinho Jansweid.

“Se São Francisco de Assis foi o fundador da Ordem Terceira, em 1.221, Frei Martinho deu continuidade, através dos séculos, à expansão da grande obra de Francisco: fundou em nosso Estado cerca de 25 Fraternidades”, registra o Irmão João Belísio de Araújo em artigo sobre a passagem dos 50 anos da morte de Frei Martinho, no ano de 1980.

“Além de missões populares, Frei Martinho era constantemente convidado para dirigir retiros espirituais especializados, inclusive para o Clero de João Pessoa e de Cajazeiras. Seu nome ficou imortalizado pelo soerguimento da monumental edificação do antigo Curato e atual Matriz e Convento de Nossa Senhora do Rosário, coadjuvado por seus não menos dignos e saudosos irmãos de hábito: Frei Joaquim Benke, Frei Amadeu Laumann e Frei Romualdo krupelman”, destacou o Cônego Eurivaldo Caldas Tavares, também nos 50 anos de morte do franciscano fundador da Igreja do Rosário.

Observava Cônego Eurivaldo, em 1980, que “Jaguaribe, populoso e progressista bairro pessoense, nasceu e se desenvolveu em torno da Capelinha e casa anexa, da Avenida 1º de Maio, que Frei Martinho e seus companheiros elegeram  para dali fazerem o centro da vida cristã de enorme parcela de nossa Comunidade religiosa”.

Na coletânea Frei Martinho – Uma herança viva da fé cristã, Teresa Cristina Teles de Holanda, publicou, em versos, o Auto de Frei Martinho – O Santo Missionário da Paraíba. O livro é ilustrado com fotografias do Frei Martinho e outros franciscanos, além das igrejas construídas em João Pessoa,  Itaporanga, São Mamede, Taperoá e Barra de Santa Rosa. Em texto específico neste site será possível conhecer um pouco mais sobre a missão dos franciscanos na Paraíba.

Fonte: Coletânea Frei Martinho – Uma herança viva da fé cristã – edição 2005 – Convento do Rosário/Imprell – João Pessoa

PASCOM – Pastoral da Comunicação

One thought on “O construtor da Igreja do Rosário”

  1. Leostenes disse:

    Jesus Cristo DEUS abençoe frei Martinho

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